“Lulu da Pomerânia solta muito pelo?” é provavelmente uma das perguntas mais buscadas por quem está pensando em adotar a raça — e é uma dúvida totalmente legítima. Afinal, aquele volume de pelagem tão característico precisa vir de algum lugar, e entender como funciona a troca de pelo do Spitz Alemão Anão ajuda o futuro tutor a se preparar para a rotina real de cuidados, sem surpresas depois que o filhote já está em casa.
Sim, o Lulu da Pomerânia solta pelo — mas é preciso entender o porquê
A resposta direta é: sim, o Lulu da Pomerânia solta pelo, como praticamente todo cão com pelagem dupla. A diferença é que essa perda de pelo não acontece de forma constante e uniforme o ano inteiro — ela tem picos bem definidos, conhecidos popularmente como “troca de pelo” ou, em inglês, coat blow.
Entendendo a pelagem dupla e como ela se renova
A pelagem do Lulu da Pomerânia é composta por duas camadas distintas:
- Subpelo (undercoat): camada interna, densa e macia, responsável por isolamento térmico. É essa camada que mais participa dos períodos intensos de troca de pelo.
- Pelo de cobertura (guard hair): camada externa, mais longa e áspera, que dá volume, brilho e a textura “eriçada” típica da raça, e que se renova de forma mais gradual.
Ao longo do ano, o Lulu perde uma quantidade moderada e relativamente constante de pelo, resultado da renovação natural da pelagem. Mas em determinados períodos — geralmente ligados às mudanças de estação e, nas fêmeas, também a ciclos hormonais como o cio — o subpelo é eliminado em maior volume de uma só vez. É esse fenômeno mais intenso que costuma assustar tutores de primeira viagem, ao verem tufos de pelo saindo com a escovação ou até “soltando” pela casa.
A fase de “patinho feio” do filhote
Outro momento de transição de pelagem que gera muita dúvida acontece entre os 4 e os 8 meses de idade, aproximadamente, quando o filhote começa a trocar a penugem fofa de bebê pela pelagem dupla definitiva do adulto. Nessa fase, é normal que o pelo pareça desigual, mais ralo em algumas regiões e até um pouco “desengonçado” — um período carinhosamente apelidado de “fase do patinho feio”. Isso é absolutamente natural e faz parte do desenvolvimento da raça, não é sinal de problema de saúde.
Como reduzir o impacto da troca de pelo no dia a dia
Embora não seja possível eliminar completamente a queda de pelo — afinal, ela é parte da fisiologia da pelagem dupla —, alguns cuidados ajudam bastante a controlar o volume de pelo solto pela casa e a manter a pelagem do cão mais saudável:
- Escovação frequente: escovar o Lulu da Pomerânia pelo menos duas a três vezes por semana, e diariamente durante os períodos de troca intensa, remove o pelo morto antes que ele se espalhe pelo ambiente.
- Ferramentas adequadas: uma escova tipo slicker combinada a um pente de dentes finos alcança tanto o pelo de cobertura quanto o subpelo mais próximo da pele.
- Alimentação balanceada: uma dieta rica em ômega 3 e ômega 6 fortalece a raiz do pelo e reduz a queda excessiva associada a deficiências nutricionais.
- Banhos regulares com produtos adequados: ajudam a soltar o subpelo morto durante a secagem, especialmente quando associados ao uso de um bom secador e escova simultânea.
- Nunca tosar o pelo rente à pele: ao contrário do que muita gente pensa, raspar a pelagem do Lulu não reduz a queda de pelo no longo prazo — pelo contrário, pode alterar a textura do pelo, comprometer a proteção térmica e o resultado estético, já que a pelagem dupla pode voltar a crescer de forma irregular.
O impacto do clima e do ambiente doméstico na queda de pelo
Outro fator que muitos tutores não consideram é o papel do ambiente na intensidade da troca de pelo. Cães que vivem em ambientes com ar-condicionado ou aquecimento artificial constante — comum em muitos apartamentos ao longo do ano — podem apresentar padrões de queda de pelo ligeiramente diferentes dos cães que vivem majoritariamente ao ar livre, já que o corpo interpreta as variações de temperatura artificial como sinais para ajustar a densidade da pelagem. Isso não é motivo de preocupação, mas ajuda a entender por que alguns Lulus da Pomerânia parecem soltar pelo de forma mais constante ao longo do ano, em vez de picos bem definidos por estação.
Vale a pena usar suplementos para a pelagem?
Além da ração balanceada, alguns tutores optam por suplementos voltados à saúde da pele e do pelo, geralmente à base de ômega 3, biotina e zinco. Esses produtos podem ser um complemento interessante em casos específicos, mas o ideal é que a decisão de suplementar a dieta do Lulu da Pomerânia seja sempre orientada por um médico veterinário, que vai avaliar se a ração já oferece esses nutrientes em quantidade suficiente ou se realmente há benefício em adicionar algo à rotina alimentar do cão.
Quando a queda de pelo pode ser motivo de atenção
É importante que o tutor saiba diferenciar a troca de pelo normal de uma queda excessiva associada a problemas de saúde, como falhas de pelagem em áreas específicas, coceira constante, vermelhidão na pele ou perda de pelo fora dos períodos esperados. Nesses casos, a orientação é sempre buscar avaliação veterinária, pois pode haver causas como alergias, parasitas ou desequilíbrios hormonais por trás do sintoma.
Orientação de quem entende da raça
Desde 2001, o Canil Waymea Kennel acompanha de perto centenas de filhotes de Spitz Alemão Anão em cada fase da vida, incluindo os períodos naturais de troca de pelo. Essa experiência é compartilhada com todos os novos tutores logo na adoção, com orientações práticas sobre escovação, alimentação e cuidados sazonais — para que ninguém seja pego de surpresa com a intensidade da troca de pelo nos primeiros meses.
Pronto para conhecer um filhote de Lulu da Pomerânia?
Se você já entendeu como funciona a pelagem da raça e quer conhecer os filhotes disponíveis, visite a página do Canil Waymea Kennel em /spitz-alemao-anao/ ou fale diretamente com a nossa equipe pelo contato para tirar todas as suas dúvidas.




